I. Apresentação
O PAADI - Programa de Avaliação e Acompanhamento
Institucional - foi criado com o intuito de promover o autoconhecimento
do conjunto de atividades desenvolvidas na FACULDADE TALENTOS
HUMANOS –FACTHUS. Orientado pela CPA (Comissão
Permanente de Avaliação) o programa aspira
a elaborar um diagnóstico da faculdade, com o objetivo
de promover a autoconsciência institucional e facilitar
a tomada de decisões com vistas ao seu aperfeiçoamento.
Nessa tarefa, O PAADI analisa todos os aspectos do funcionamento
da Instituição, o que envolve suas atividades
fim – ensino, pesquisa e extensão - e suas atividades
meio.
Para assegurar esse objetivo, a FACTHUS busca o envolvimento
de todos - alunos, professores, colaboradores e comunidade
externa – no processo de avaliação. Essa
participação envolve a discussão do
processo avaliativo, o fornecimento de informações
através de questionários especialmente elaborados
com a finalidade de coletar dados para o programa e a discussão
dos resultados da avaliação.
II. Histórico
O Programa de Avaliação da FACTHUS adota a concepção
de que uma avaliação é obra coletiva desde sua proposição,
até a discussão de prioridades relativas à implementação
de seus resultados, o que possibilita a correção de rumos ou adequação
de procedimentos. O PAADI se propõe aferir a qualidade do conjunto das
atividades desenvolvidas na faculdade considerando suas atividades fim - ensino,
pesquisa e extensão - que se complementam visando à formação “do
profissional de cidadania plena”, e as atividades meio e envolve, ainda,
todos cursos e programas.
A primeira avaliação institucional da FACULDADE TALENTOS HUMANOS
aconteceu no período de abril a agosto de 2005. Essa experiência
permitiu evidenciar a importância da atividade avaliativa para a melhoria
do desempenho acadêmico e a possibilidade de participação
da comunidade na gestão universitária. A partir disso, a FACTHUS
corrigiu inadequações no seu percurso e também estabeleceu
sintonia com o debate contemporâneo sobre o tema, bem como incorporou as
novas diretrizes das políticas para a educação superior
no Brasil.
III. OBJETIVOS
O processo de avaliação da FACULDADE TALENTOS HUMANOS tem por objetivo
identificar o seu perfil e o significado de sua atuação, por meio
de suas atividades, setores, cursos, programas e projetos, considerando as diferentes
dimensões institucionais, dentre elas, obrigatoriamente, aquelas especificadas
no Art. 3º da Lei 10.861/2004 e nas Diretrizes para a Avaliação
das Instituições de Educação Superior da Comissão
Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES
- com a finalidade da constante melhoria da qualidade de sua educação,
da expansão adequada de sua oferta, do aumento permanente de sua eficácia
institucional e efetividade acadêmica e social e, especificamente, da promoção
do aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais da Instituição,
por meio da valorização de sua missão, da promoção
dos valores democráticos, do respeito à diferença e à diversidade,
da afirmação da autonomia e da identidade institucional em busca
da coerência com os seus propósitos de “Escola Cidadã”.
Assim, o seu Programa de Avaliação e Acompanhamento do Desempenho
Institucional – PAADI – tem por objetivos:
I. Comparar os Padrões de Qualidade estabelecidos pela CONAES, bem como
aqueles definidos pela Filosofia e Diretrizes Político-Pedagógicas
da Faculdade (estrutura ideal), com a situação real tal qual se
apresenta, considerando as diferentes dimensões institucionais, dentre
elas:
•
a missão da Escola e o Plano de Desenvolvimento Institucional;
•
a política para o ensino, a pesquisa, a pós-graduação,
a extensão e as respectivas formas de operacionalização,
incluídos os procedimentos para estímulo à produção
acadêmica, as bolsas de pesquisa, de monitoria e demais modalidades;
•
a responsabilidade social da Instituição, considerada especialmente
no que se refere à defesa do meio ambiente, da memória cultural,
da produção artística e do patrimônio cultural;
•
a comunicação com a sociedade;
•
as políticas de pessoal, as carreiras do corpo técnico-administrativo,
seu aperfeiçoamento, desenvolvimento profissional e suas condições
de trabalho;
•
organização da gestão da Instituição, especialmente
o funcionamento e representatividade dos colegiados, sua independência
e autonomia na relação com a Mantenedora e a participação
dos segmentos da comunidade universitária nos processos decisórios;
•
infra-estrutura física, especialmente a de ensino e de pesquisa, biblioteca,recursos
de informação e comunicação;
•
planejamento e avaliação, especialmente os processos,resultados
e eficácia da auto-avaliação institucional;
•
políticas de atendimento ao estudantes;
•
sustentabilidade financeira, tendo em vista o significado social da continuidade
dos compromissos na oferta da educação superior.
II. Investigar a produtividade das ações implementadas e das inovações
introduzidas para obtenção dos fins pretendidos;
III. Identificar discrepâncias e/ou acomodações e reorganizações
acontecidas durante o desenvolvimento de todo o trabalho acadêmico institucional;
IV. Levantar hipóteses sobre o que se apresenta como obstáculo à execução
e institucionalização do planejado e obtenção dos
resultados previstos;
V. Obter indicadores que fundamentem o processo em seqüência;
VI. Detectar o conceito da comunidade em relação ao desempenho
da faculdade, com intuito de realizar intervenções para a consolidação
do conceito desejado pela Instituição;
VII. Informar os diferentes setores de trabalho sobre seu desempenho (excelência,
deficiência e carência) possibilitando-lhes condições
de promover as devidas intervenções.
VIII. Criar condições para que se desenvolva uma cultura de avaliação
contínua a ser vivenciada pelos sujeitos dinamizadores da Instituição.
IX. Pesquisar e indicar as áreas de excelência sobre as quais prevalecerão
os cursos de Graduação e de Pós-Graduação.
X. Identificar na comunidade acadêmica a massa crítica para a produção
de novos conhecimentos e inovação tecnológica e científica;
XI. Identificar os procedimentos necessários para melhorar as relações
da comunidade acadêmica com instituições em nível
nacional e internacional.
XII. Impulsionar um processo de autocrítica da Instituição,
tendo em vista a garantia da qualidade de sua ação em sintonia
com os seus próprios objetivos e a prestação de contas à sociedade
com as demandas da sociedade, do mercado e da ciência.
Desse modo, o PAADI propõe ampliar o diálogo entre os atores da
Instituição e dela com a sociedade, produzindo subsídios
para o aprimoramento do ensino, para melhor qualificar e intensificar a pesquisa
e a extensão, agilizar e racionalizar a gestão, bem como torna-la
cada vez mais sintonizada com as necessidades da prática acadêmica.
IV. Dimensões
A política de avaliação institucional da FACTHUS articula-se
em torno de três fundamentos principais -
liberdade, participação
e democracia. Com esses fundamentos propõe-se promover a participação
de todos os atores que integram a Instituição e sugerir que essa
participação ocorra num ambiente de democracia, observando-se a
responsabilidade entre todos e garantindo transparência, condições
igualitárias de inserção, igual liberdade de opinião
e de expressão.
Do ponto de vista do trabalho com o conhecimento, o PAADI compreende que este
deva se estruturar em torno de quatro aspectos:
1. a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão: princípio
educativo e metodologia que devem contemplar o processo de produção
do conhecimento por meio da dimensão investigativa - a pesquisa, e da
extensão, através do contato com a realidade;
2. a articulação entre teoria e prática: relação
que, embora preserve a autonomia de ambas, considera haver entre elas uma dependência
essencial, que revela aspectos da dimensão de adequabilidade das teorias às
condições sociais, históricas e naturais da realidade. Essa
articulação se fundamenta na perspectiva de que o homem é um
sujeito histórico e de que toda sua produção é construída
tendo o contexto de tempo e de espaço e o contexto sócio-cultural
como referências. Assim, o trabalho com o conhecimento não se produz
ao acaso e sim, a partir de necessidades e contradições humanas,
sociais e políticas.
3. a interdisciplinaridade e a transversalidade como conceitos inseparáveis:a interdisciplinaridade refere-se a uma abordagem epistemológica dos objetos
de conhecimento, questionando a sua fragmentação e linearidade;
a transversalidade, por seu lado, questiona a alienação e o individualismo
no conhecimento. Levando-se em conta o fato de que a escola se construiu sob
a segmentação entre as diferentes áreas do saber, produzida
por uma visão disciplinar ou compartimentada da realidade, é necessário
a realização de uma interdisciplinaridade que permita o diálogo
entre as diversas áreas de conhecimento. Tanto uma quanto outra só pode
ser posta em prática por meio do trabalho coletivo, mudando de uma prática
com ênfase na segmentação para um processo de trabalho com ênfase
na complexidade própria dessa relação de interdependência.
4. a formação humanista, formação cidadã:perspectiva de desenvolvimento integral do ser humano de modo a garantir sua
inclusão na sociedade por meio do exercício da cidadania. Pretende-se
um cidadão que tenha competência formal e política. Essa
formação é construída no espaço das relações
educativas, pela mediação do professor e com a autoria e protagonismo
dos alunos.
V. Estabelecimento da Comissão Própria de Avaliação.
- CPA
Na
Lei de N° 10.861, promulgada no dia 14 de Abril de 2004, o presidente
da República, Luiz Inácio Lula da Silva, instituiu o Sistema Nacional
de Avaliação da Educação Superior - SINAES.
O SINAES além de assegurar a avaliação institucional, interna
e externa, pretende garantir também o caráter público de
todos os procedimentos, dados e resultados avaliativos, o respeito à identidade
e à diversidade de instituições e de cursos, e a participação
do corpo discente, docente e técnico administrativo das instituições
de ensino superior.
A Lei 10.861 instituiu, também, a constituição de uma
Comissão
Própria de Avaliação (CPA), que tem como funções
principais aprovar as políticas e as diretrizes para a auto-avaliação
da instituição, sistematizar e coordenar os processos de avaliação
interna, prestar as informações solicitadas pelo INEP.
Na FTH, essa comissão tem como atribuições conceber, formular
e propor as políticas e as diretrizes para a auto-avaliação
da Instituição; implementar e executar o processo de avaliação
institucional.
VI. ETAPAS DO PROCESSO
O processo de avaliação interna da FTH será sempre desenvolvido
em 04 (quatro) etapas, descritas a seguir:
1ª Etapa: PREPARAÇÃO
1.1 Sensibilização: busca do envolvimento
de toda a comunidade acadêmica na construção
da proposta avaliativa.
1.2 Sistematização: organização
das demandas/idéias/sugestões oriundas destas
reuniões com o objetivo de estar elaborando o projeto
definitivo da Auto-Avaliação.
1.3 Planejamento: compreende a elaboração
do Projeto de Avaliação, incluindo: objetivos,
metodologia, estratégias, instrumentos, cronograma
e orçamento para sua execução.
2ª Etapa: DESENVOLVIMENTO
Esta etapa deve ser realizada pela CPA, num clima de confiança, ética,
incentivo e liderança, através de diferentes
estratégias.
2.1 Composição dos grupos de trabalho, atendendo
a todas as dimensões a serem avaliadas.
2.2 Construção dos instrumentos para a coleta
de dados: entrevistas, questionários, grupos focais
e outros.
2.3 Desencadeamento do processo de avaliação, com estabelecimento de cronograma de trabalho.
2.4 Tabulação, Análise e Diagnóstico
dos dados coletados. Nesta etapa, serão analisados
os dados coletados e as informações sobre
sua organização, funcionamento e resultados
obtidos, a partir das diretrizes, requisitos e procedimentos
estabelecidos pela CONAES, conforme disposto no Art. 11
da Portaria Ministerial 2. 051 de 05/ 07/2004.
3ª Etapa: CONSOLIDAÇÃO
3.1 Elaboração do Relatório. O Relatório,
elaborado pela CPA, trará as sugestões de
planejamento para as mudanças desejadas para os
próximos dois anos, bem como deverá servir
de base para a avaliação externa, levantando
questões e estimulando a discussão.
3.2 Seminário de Avaliação Institucional. O Relatório deve servir de subsídio para
a realização de um seminário do qual
resultará uma proposta de reformulação
do PDI, bem como de sugestões para uma proposta
de apoio aos docentes e discentes na melhoria de suas atividades
e de reajustes do currículo e do(s) curso(s) oferecidos
pela Instituição como um todo.
3.3 Divulgação Interna e Externa dos Resultados
Obtidos. Os resultados do Seminário serão
amplamente divulgados para os diretamente envolvidos com
a Instituição, com o objetivo de comparar
a situação existente com a ideal.
3.4 Difusão O Relatório deverá ser
publicado e encaminhado aos diferentes setores da comunidade
interna e externa ligadas à Instituição.
4ª Etapa – META AVALIAÇÃO
De posse do Relatório a Comissão Própria de Avaliação
- CPA e a Diretoria Geral farão a Meta Avaliação do processo
avaliativo, visando o seu aprimoramento.
VII. PROGRAMA E PROJETO DE ACOMPANHAMENTO DE DESEMPENHO
PROFISSIONAL (Encontram-se disponíveis na CPA)
VIII. INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO (Encontram-se
disponíveis na CPA)
IX. RESULTADOS DO 1º PROCESSO DE AVALIAÇÃO
INTERNA
(O Relatório Final da Avaliação Interna
encontra-se disponível na CPA).
X. MEMBROS DA CPA:
Amanda de Almeida Paiva Andrade: Coordenadora
Ana Alice Diniz dos Santos : Representante dos Docentes
Antônio Silvério da Silva : Representante
dos Docentes
Alinne de Almeida Custódio: Representante dos Alunos
Cláudia Moema Gonçalves : Representante
dos Alunos
Márcio Cunha Rodovalho: Representante dos Colaboradores
Administrativo
Maria de Lourdes Melo Prais : Representante Comunidade
Externa
XI. FALE CONOSCO
Fone: 0xx – 34 -3311-8802
E-mail: cpa@facthus.edu.br